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SELIC A 14% PREOCUPA O MERCADO IMOBILIÁRIO

10 de ago.
2 min de leitura

Neste 5 de agosto de 2026, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) reduziu a Selic, que orienta a taxa básica de juros da economia, para o patamar de 14% ao ano, mantendo-a entre as mais altas do mundo. Apesar dos cortes consecutivos de 0,25% cada, o organismo ainda sinaliza cautela diante dos riscos inflacionários e fiscais, o que limita a expectativa de que cortes mais agressivos possam acontecer. O mercado imobiliário pode ser beneficiado, mas os juros ainda continuam altos.


O comunicado do Copom esclareceu que as próximas decisões dependerão da evolução da inflação e do cenário externo. Embora vários analistas projetem mais um corte até o fim de 2026, há divergências. Alguns sugerem uma pausa para avaliar os efeitos já produzidos; outros acreditam que a desaceleração da inflação abra espaço para mais reduções. O Boletim Focus estima a Selic em 13,75% no fim do ano. Porém fatores como o impacto do El Niño nos alimentos e a volatilidade cambial podem limitar o ciclo.


Mesmo após quatro reduções sucessivas, o sentimento geral é de que a taxa de 14% é insuportável. Ela encarece o crédito, desestimula investimentos produtivos e mantém o custo da dívida pública nas alturas. As empresas têm dificuldades para financiar sua expansão, e a população sente os altos juros no crédito pessoal e no financiamento imobiliário. Por outro lado, a Selic elevada também atrai capital especulativo, valorizando o real no curto prazo, mas prejudicando a competitividade dos produtos exportáveis.


Em regra, a expectativa de inflação se ancora no percentual da taxa Selic: juros altos, inflação baixa e vice-versa. Aí reside a preocupação do Banco Central: na desancoragem da inflação à Selic. É o que parece já estar ocorrendo. Mesmo com a inflação controlada, os agentes econômicos estimam futura alta inflacionária e passam a exigir juros elevados para contê-la. Isso gera um paradoxo: a economia desacelera, porém o custo do crédito continua em alta e acaba sufocando o consumo e os investimentos.


Com fulcro nessa funesta equação, estima-se que o PIB brasileiro cresça apenas cerca de 1% (um por cento) em 2026. Claro que isso afetará o mercado imobiliário! Contudo os sucessivos cortes na Selic têm aliviado o setor, estimulando novos lançamentos e mantendo em alta o comércio de imóveis usados. Incorporadores esperam que novas reduções ampliem o acesso ao crédito e impulsionem as vendas, mas admitem que o ritmo será lento enquanto o a taxa decidida pelo Copom permanecer em dois dígitos.


A Selic a 2% em agosto/2020 foi a mais baixa da história desde 1999. Resultado: recorde de financiamentos, valorização dos imóveis e elevação do consumo. Porém os preços dispararam, exigindo forte ajuste. A solução não é simples! Selic abaixo de 13% só será possível com o controle dos gastos públicos, commodities estabilizadas e câmbio controlado. Portanto dependemos também da economia global. O mais provável é que a Selic permaneça em alta, sacrificando o crescimento em favor da estabilidade.


João Teodoro da Silva

Presidente – Sistema Cofeci-Creci

08/08/2026

4 comentários


Jack Richardson
19 de set.

Los números pueden consultarse con mayor precisión cuando están relacionados con una fecha concreta. Una sección de numeros ganadores organizada por jornadas facilita encontrar el resultado correspondiente y revisarlo posteriormente.

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Brandon
Brandon
06 de set.

A Selic a 14% realmente traz desafios importantes para o mercado imobiliário, especialmente no crédito. Costumo acompanhar análises econômicas assim com um leitor de PDF com áudio.

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Aleksandr Su
Aleksandr Su
15 de ago.

Agradeço pelo conteúdo tão completo e atualizado sobre a relação entre a Selic e o mercado imobiliário. A análise contextualiza muito bem o cenário de 2026, destacando tanto os alívios trazidos pelos cortes graduais quanto a persistência de um patamar que ainda inibe o crédito e o crescimento. A menção ao paradoxo da desancoragem das expectativas inflacionárias e os impactos no PIB e no setor são especialmente esclarecedores. Fico grato pela oportunidade de aprender mais sobre esse tema tão relevante para a economia.

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Lily Collins
12 de ago.

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