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OPORTUNIDADES IMOBILIÁRIAS EM MEIO À TEMPESTADE GLOBAL

30 de mar.
2 min de leitura

Não obstante o pessimismo apregoado pelos inevitáveis “profetas do apocalipse”, o mercado imobiliário brasileiro em 2026 tende a se beneficiar de sua posição geopolítica privilegiada e de políticas internas favoráveis. Mesmo diante das tensões globais e da alta insistente do petróleo. A combinação de estabilidade política, programas de incentivo e queda gradual da Selic proporciona um ambiente propício para investimentos, tanto nacionais quanto estrangeiros. O Brasil transparece como um porto seguro em meio às turbulências mundiais.


Os conflitos entre Rússia e Ucrânia e, mais recentemente, a conflagração envolvendo EUA, Israel e Irã, têm provocado pressão sobre os preços do petróleo e, consequentemente, sobre a economia global. Esse ambiente de incertezas gera retração em diversos mercados. Contudo o Brasil, por estar geograficamente distante das zonas de conflitos e se apresentar institucionalmente estável, surge como excelente alternativa para investidores estrangeiros que, preocupados com a insegurança global, buscam investir em ativos resilientes, como os imóveis.


Como incentivo aos interessados, o Conselho Nacional de Imigração, subordinado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, editou a Resolução Normativa nº 36, apelidada de Golden Visa, que permite a obtenção de visto permanente de ingresso no Brasil, mediante investimento em imóveis. A medida amplia o apelo do setor para investidores forasteiros, ao propiciar a diversificação patrimonial agregada à possível obtenção de cidadania brasileira. Adicionalmente, temos a 7ª maior população do mundo, que se traduz em 214 milhões de consumidores.


No plano doméstico, a Caixa Econômica reiterou recentemente a intenção de injetar até R$ 250 bilhões, em 2026, no financiamento da casa própria. Afinal, estamos em um ano político! Esse volume de crédito, se realizado, poderá motivar verdadeira corrida imobiliária, em especial na classe média, cuja disposição de compra se encontra retesada pela taxa Selic. Esta, hoje em 15% aa, deve cair em 2026 para cerca de 12%, segundo o boletim Focus, do Bacen. A inflação controlada e o IPCA estimado em 3,6% reforçam a crença na redução dos juros.


O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia prevê a redução gradual de 90% das tarifas de importação e exportação de insumos e maquinário pesado para a construção civil. Essa medida pode reduzir consideravelmente o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), impactando diretamente no preço final dos imóveis. A diminuição dos custos beneficiará todo o setor, em especial os empreendimentos residenciais de alto padrão e imóveis comerciais e industriais, como galpões logísticos. As perspectivas, portanto, são bem otimistas!


Enfim, a busca histórica por ativos seguros sustenta o setor que, mesmo pressionado por circunstâncias externas, se mantém resiliente, em função da confortável situação geopolítica de que desfruta o Brasil. A estabilidade política, o ambiente regulatório, os incentivos governamentais e a queda dos juros prometem uma robusta expansão. O setor imobiliário, além de absorver a demanda interna reprimida, pode vir a se consolidar como destino preferencial para os capitais estrangeiros, transformando os desafios globais em oportunidades locais.


João Teodoro da Silva

Presidente – Sistema Cofeci-Creci – 28/MAR/2026

45 comentários


geometryfunny
há 10 horas

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goudan fu
goudan fu
há 5 dias

O teto de R$ 250 bilhões da Caixa vira fila, e a Resolução Normativa nº 36 não muda a parcela aprovada com Selic a 15%. Faltou no texto o custo de travar a taxa e o IOF de entrada: sem isso, a queda para 12% do Focus e os 90% do Mercosul-UE no INCC são só cenário. Comparo esses números como numa tier list do Aion 2, priorizando o que pesa antes de visitar terreno.

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Jasper Steven
há 5 dias

A tese do Brasil como porto seguro geopolítico faz sentido, ainda mais com a Golden Visa da Resolução nº 36 atraindo capital estrangeiro. Só acho que o artigo podia ter tocado no risco cambial, porque quem investe de fora carrega esse fator na conta. Falando nisso, tenho visto muita divulgação imobiliária com foto toda pixelizada, e às vezes é proposital — o pessoal usa um gerador de low quality image até pra dar aquele ar de anúncio antigo e chamar atenção. Vai entender o marketing.

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goudan fu
goudan fu
06 de out.

A queda da Selic de 15% para 12% em 2026 já está no preço dos lançamentos ou ainda é só projeção do Focus? Se o INCC cair com a redução de 90% das tarifas do Mercosul-UE, o repasse ao comprador não deveria aparecer antes do corte do juro? Antes de aceitar parcela, rodei os dois cenários numa ferramenta de simulação de financiamento imobiliário e a diferença no total pago foi maior que o próprio desconto prometido.

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goudan fu
goudan fu
05 de out.

Planejei comprar com a Selic caindo a 12% e o INCC travado pelo acordo Mercosul-UE; na prática, o banco só aprovou a parcela com a taxa de hoje, 15%, e o teto de R$ 250 bilhões da Caixa virou fila, não alívio. Fiz o inverso: testei o pior cenário primeiro numa planilha de cenários de financiamento imobiliário e só depois olhei a Golden Visa. A Resolução nº 36 não compensou meu caso.

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