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O PREÇO DO AMANHÃ – ESCOLHAS QUE MOLDAM O FUTURO


A escolha de nossos representantes no legislativo e no executivo é um dos atos mais importantes da vida em sociedade. Cada voto consignado a determinado candidato carrega consigo a responsabilidade de definir os rumos das políticas públicas, da economia e da própria organização do Estado. Não se trata apenas de um direito individual, mas de uma decisão coletiva que influencia diretamente o futuro de todos. Portanto votar exige atenção, discernimento, reflexão e consciência das consequências que podem advir das escolhas feitas.


Na condição de cidadãos, cada um de nós tem o direito e, acima de tudo, o dever de se posicionar, política e ideologicamente, de acordo com sua particular convicção. Entretanto, como representantes da classe profissional dos Corretores de Imóveis, que interage fortemente com nossa sociedade civil, no exercício da função representativa, precisamos permanecer neutros. Isso porque qualquer decisão política, seja a favor da classe ou da sociedade depende dos poderes constituídos, independentemente de qual seja o seu matiz ideológico.


Neste ano (2026), teremos a responsabilidade de escolher pelo voto, de uma só vez, para o próximo quadriênio: o presidente da República, o governador e dois senadores para nossos respectivos Estados, além de um deputado federal e um estadual. Assim, serão seis nomes a serem criteriosamente escolhidos. O poder legislativo (deputados e senadores) tem como função principal elaborar leis, fiscalizar o executivo e representar os interesses da população. Seu compromisso é lutar pela construção de um ambiente jurídico sólido e equilibrado.


O poder executivo (presidente, governadores e prefeitos) é responsável por executar políticas públicas e administrar os recursos do Estado de acordo com as leis, garantindo os serviços essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Portanto leis mal elaboradas ou que se desviem do bem comum, assim como falhas do executivo no cumprimento do seu papel, podem ter consequências dramáticas para a população. Decisões de um ou de outro em benefício próprio ou de grupos comprometem as instituições e a segurança jurídica.


Sendo assim, o voto não deve ser encarado como ato isolado. Ele integra um processo de participação contínua dos cidadãos. Acompanhar o trabalho dos eleitos, exigir prestação de contas e cobrar transparência são atitudes que fortalecem a democracia. Eleitor consciente não apenas elege seus representantes, mas também fiscaliza seus atos, para que o poder seja exercido em benefício da coletividade. O Sistema Cofeci-Creci, em nome dos Corretores de Imóveis e imobiliárias, interage com o Congresso Nacional, com o Executivo e com o Judiciário.


Se a sociedade ou as instituições negligenciam essa responsabilidade, abre-se espaço para que interesses particulares prevaleçam e se sobreponham ao bem comum. A história mostra que escolhas equivocadas em processos eleitorais podem ter consequências duradouras. Elas não apenas geram instabilidade política, crises econômicas e retrocessos sociais mediatos, mas também afetam gerações futuras. Portanto é essencial que cada cidadão compreenda o peso de sua decisão e aja com responsabilidade, refletindo e sopesando o seu voto.


João Teodoro da Silva

Presidente – Sistema Cofeci-Creci - 16/MAI/2026

(Neurocientista Comportamental)

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