NOTA FISCAL SEM NECESSIDADE DE PESSOA JURÍDICA
Nada pode ser mais danoso do que o despreparo aliado à desinformação. Gente sem conhecimento de causa apregoa fazer o que já foi feito pelo Sistema Cofeci-Creci: liberar do pagamento da anuidade da pessoa jurídica (PJ) pessoas físicas (PF) que precisam do CNPJ somente para emissão de nota fiscal. Nas lidas com o Congresso Nacional para aprovação da Lei Complementar nº 214/25, que regulamenta a Reforma Tributária, a Comissão de Relações Parlamentares do Cofeci conseguiu a almejada liberação.
A inscrição da PF no CNPJ passou a ser obrigação para quem precisa emitir nota fiscal para fins tributários, a partir de 1º de janeiro de 2027. É o que diz o art. 59 da LC 2014/25. A medida, já regulamentada pelo Decreto nº 13.075/2026, atende aos Corretores de Imóveis, profissionais autônomos e produtores rurais. Profissionais liberais que não possuem empresa formal terão acesso a um mecanismo oficial para emissão de documentos fiscais, sem precisar abrir uma PJ apenas para cumprir exigências burocráticas.
A novidade, que foi apelidada de “CNPJ técnico”, não transforma a pessoa física em empresa, ela apenas cria uma identificação única para fins tributários, especialmente para apuração do IVA (IBS e CBS). Como não implica abertura formal de PJ, por óbvio, não obriga ao pagamento de anuidade ao Conselho Regional. Ademais, a manutenção da natureza jurídica de pessoa física desobriga de encargos próprios da PJ, como escrituração contábil e estrutura administrativa. É vã, portanto, a néscia pregação!
Corretores de Imóveis são os maiores beneficiários, porque não precisarão mais de uma pessoa jurídica para emitir notas fiscais para construtoras e incorporadoras, arcando com custos que não fazem sentido para sua realidade. Trata-se de uma conquista que valoriza o trabalho autônomo e reconhece a diversidade formal dos serviços de corretagem de imóveis. Com o CNPJ técnico, profissionais liberais autônomos poderão emitir notas fiscais diretamente como pessoa física, sem qualquer estrutura empresarial.
Do ponto de vista macroeconômico, a nova regra é muito significativa. Ao banir a exigência de empresas fictícias só para emissão de NFs, o Estado reduz custos, simplifica os processos e libera recursos antes consumidos em burocracia. Isso configura eficiência para o sistema tributário, e mais liberdade para os profissionais. Além disso, o CNPJ técnico favorece a regularização da atividade. Com a nova modalidade, a formalização se torna mais acessível e menos onerosa, ampliando a base de contribuintes.
Enfim, a inscrição de pessoas físicas no CNPJ técnico é uma conquista histórica para os Corretores de Imóveis. Ela elimina barreiras, reduz custos e promove justiça tributária. Mais do que simples mudança técnica, trata-se de avanço civilizatório: é obrigação do Estado facilitar a vida do cidadão. O Sistema Cofeci-Creci orgulha-se de mais uma vitória em favor de seus inscritos, que deve ser celebrada como símbolo de sua proatividade. O que de fato resolve são as ações propositivas, não as falácias eleitoreiras!
João Teodoro da Silva
Presidente – Sistema Cofeci-Creci – 25/JUL/2026

Passei a anotar 1º de janeiro de 2027 em dois lugares: no calendário do CNPJ técnico e no checklist do município. Depois da leitura, separei NFS-e, CCM e ISS retido antes de falar em emitir como PF, porque o Decreto nº 13.075/2026 só mexe no federal. Até os PDFs escaneados dos cadastros eu reorganizei com um conversor de DPI antes de anexar ao checklist, para não misturar arquivo ilegível com comprovante fiscal.
Falta o passo municipal: o CNPJ técnico não substitui a inscrição na prefeitura, e a NFS-e do corretor autônomo normalmente exige cadastro próprio antes de o ISS ser retido. O Decreto nº 13.075/2026 mexe na esfera federal, não no CCM. Quem explica essas mudanças em vídeo, com geração de vídeos a partir de texto, precisa checar município por município antes de 1º de janeiro de 2027.
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Falta um passo. O CNPJ técnico resolve a esfera federal, mas a NFS-e continua exigindo inscrição municipal, e é aí que o corretor autônomo esbarra. Vale comparar o custo real — ISS retido, escrituração zero contra mensalidade de PJ — e uma calculadora de custo entre emitir nota como pessoa física e manter empresa ajuda nessa conta. O Decreto nº 13.075/2026 não dispensa esse cadastro.
1º de janeiro de 2027 é a data que decide a vida de quem hoje emite NF via PJ, e é aí que trava: o que fazer até lá? E a identificação única do art. 59 (citado como LC 2014/25, imagino ser a 214/25) vale para recolher ISS municipal antes do IBS/CBS, ou a prefeitura pode recusar a nota da pessoa física? Vale entender como fica a emissão de nota fiscal pelo corretor autônomo segundo as regras do CNPJ técnico.