Mercado imobiliário resiste à elevação da Selic
- Silvia Celani
- 7 de abr. de 2025
- 3 min de leitura
Apesar da elevação da taxa para 14,25% ao ano, com a alocação de R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para fortalecer o Programa MCMV, inclusive criando a Faixa 4, e as expectativas promissoras com a reforma tributária, o setor deve se manter aquecido!

Em 15 de novembro deste ano (2025), o Brasil completará 136 anos de República. Já o Banco Central, criado pela Lei 4.595/1964, começou a funcionar efetivamente em março de 1965. Tem, portanto, 60 anos de existência. Todavia somente a partir de 2021, com a Lei Complementar nº 179, ele se tornou independente e passou a decidir, sem interferência governamental, sobre a taxa básica de juros, a famosa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia). Antes disso, todas as suas decisões se subordinavam à vontade do governo de plantão.
Entretanto o Bacen, de acordo com a lei, é autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda, cujo ministro é nomeado pelo Presidente da República. Isso, de certa forma, mantém o organismo ainda dependente do governo federal. Aliás, embora as indicações para a diretoria do BC sejam submetidas à aprovação pelo Senado Federal, quem os indica continua sendo o Presidente da República. Porém, nos termos do art. 4º da LC 179/21, o mandato do Presidente do BC começa em 1º de janeiro do 3º ano do mandato do Presidente da República.
Assim, o atual Presidente brasileiro teve de “engolir” o economista Roberto Campos Neto, indicado por seu antecessor para a presidência do Bacen, por dois longos anos. Nesse tempo, a Selic, que esteve em seu menor patamar histórico (2%) de agosto de 2020 até março de 2021, chegou aos 11,25% ao ano. Não por acaso! A Selic é o instrumento mais imediato de que dispõe o BC para agir rápido no controle inflacionário. Mas o Presidente da República, quase toda semana, vinha a público criticar a política monetária do BC e a alta da Selic.
Pois bem! Em 1º de janeiro de 2025, Gabriel Galípolo, indicado pelo atual Presidente da República, assumiu o comando do BC. Mas, fazendo ouvidos moucos aos reclames presidenciais, manteve a independência do Bacen. A Selic, que antes crescia 0,5% a cada reunião dos técnicos do Copom, passou a crescer 1%. Hoje, já está em 14,25% ao ano. A razão, claro, é manter o controle da inflação que, extrapolando a meta de 3% a.a., já ultrapassou a margem de tolerância (4,5%) e fechou 2024 em 4,83% ao ano. O Presidente, porém, nada reclama!
O mercado imobiliário vai resistir? Tudo indica que sim. O governo federal acaba de anunciar a alocação de R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para fortalecer o Programa MCMV, inclusive criando no Programa a Faixa 4, para renda bruta entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Não é muito, mas eleva o ânimo no setor. Os rendimentos no mercado imobiliário (FGV/IBRE) indicam ganhos anuais de até 36,6% em Minas, S. Paulo e Rio. Diz o Secovi/RJ que as vendas residenciais cresceram 16,2% em janeiro de 2025. A venda de escritórios manteve-se estável.
Por outro ângulo, as expectativas do setor em relação à reforma tributária são muito promissoras. A LC 214/2025 consolidou os redutores do IVA (Imposto de Valor Agregado), pleiteados pelo Sistema Cofeci-Creci, em 50% para as operações de venda e 70% para as de locação, agregando redutores de R$ 100 mil na base tributável de imóveis residenciais novos e de R$ 30 mil na de lotes. Todos esses fatores influenciam positivamente os pretensos compradores de imóveis, fazendo com que o mercado continue aquecido, a despeito da elevada Selic.

Sobre João Teodoro: O paranaense João Teodoro da Silva iniciou a carreira de corretor de imóveis em 1972. Empresário no mercado da construção civil, graduado em Direito e Ciências Matemáticas. Foi presidente do Creci-PR por três mandatos consecutivos, do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná de 1984 a 1986, diretor da Federação do Comércio do Paraná e é presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis desde 2000.

Hey, thanks for this insightful post! It’s really fascinating to see exactly how the Brazilian real estate market is holding up despite the Selic rate hitting a crazy 14.25% in 2025. The new introduction of Tier 4 in the MCMV program and those tax reform reductions definitely seem to cushion the blow for everyday buyers. I've been doing some remote property scouting lately, pulling high-quality still frames from virtual tour walkthroughs using a Video to JPG converter to closely analyze architectural details before considering investing. The potential 36% gains in places like SP and Rio are honestly hard to ignore. Great read!
It’s honestly impressive how Brazil’s real estate scene is holding its ground despite the Selic hitting 14.25%. Most people would expect a total freeze, but the government’s move to inject R$15 billion from the Pre-Salt Social Fund into the MCMV program is a clever safety net, especially with the new Tier 4. It feels like the industry isn't just sitting ducks; they’re pivoting. If you need to share these market insights quickly, you might want to Compress Video files of the latest webinars to save data. Between the tax reform perks and solid sales growth in Rio, there’s a weirdly optimistic vibe. High rates suck, but the structural support seems to be winning the tug-of-war for now.
15 billion R$ geometry dash jump will help expand the scale of social housing construction.
Need do it very fast enabling millions of low-income families to access housing.
Cool cool!
why?
One of the most enjoyable parts of Trees Hate You is its unpredictable design. No two attempts feel exactly the same, and players are encouraged to learn enemy patterns while improving their movement skills. As the difficulty increases, the game introduces even more creative hazards that test both patience and reaction speed.