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CONFIANÇA E NOVA CULTURA: O FUTURO DA CORRETAGEM

8 de jun.
2 min de leitura
O escritório imobiliário não deve ser espaço de domínio, mas sim de conexão.
O escritório imobiliário não deve ser espaço de domínio, mas sim de conexão.

A pandemia do coronavírus colocou em xeque o então consagrado jargão popular “O olho do dono é que engorda o gado”. A expressão indica que somente o acompanhamento de perto e a atenção constante do chefe sustentam o sucesso de qualquer negócio. Essa “verdade”, contudo, vem sendo desacreditada por empresas nacionais e transnacionais. O artigo recentemente publicado pela Revista Exame sobre o trabalho remoto desenvolvido pela iFood, sob a liderança de Raphael Bozza, traz reflexões que podem servir ao setor imobiliário.


A empresa decidiu pelo modelo híbrido de trabalho, no qual o sucesso se mede pelo impacto, e não pela presença física. No meu entender, a mesma lógica pode também ser aplicada ao mercado imobiliário. Mesmo porque a corretagem já ostenta natureza autônoma e descentralizada. Nosso desafio, portanto, é a criação de mecanismos de gestão capazes de manter a produtividade e a cultura organizacional, mesmo sem o “olho do dono” sobre cada colaborador. A questão central é o controle de resultados, já que corretores ganham por desempenho.


Nesse contexto, o escritório imobiliário não deve ser espaço de domínio, mas sim de conexão, destinado a mentorias, treinamentos, trocas de experiências e construção de estratégias coletivas, deixando as tarefas individuais para o ambiente remoto. As ferramentas digitais de CRM, e reuniões periódicas podem substituir a supervisão presencial. O ideal é a criação de uma espécie de “algoritmo da confiança”, onde o corretor se sinta parte de um sistema que valorize sua autonomia, mas também acompanhe seus resultados de forma transparente.


A iFood criou um dispositivo apelidado de jet ski, que incentiva a inovação, deixando claro que pequenas falhas, ao invés de merecer censura, podem ser instrumentos de aprendizado. O mercado imobiliário, hoje em dia, é muito competitivo. A agilidade do corretor pode ser a diferença entre realizar ou perder um negócio. Ao gestor cabe criar ambiente cooperativo e seguro para novas experiências e compartilhamento de conhecimentos. Isso se traduz em liberdade para testagem de novas formas de prospecção, abordagem, angariação e venda.


A tecnologia também desenvolve papel crucial. No setor imobiliário, as ferramentas de automação podem cuidar de agendamentos, do envio de propostas, gestão de documentos e até da triagem de leads, permitindo que os atores do mercado foquem no relacionamento humano, que é o verdadeiro diferencial da profissão. A empresa que investir em plataformas inteligentes estará não apenas modernizando sua operação, mas também criando condições para que seus profissionais se concentrem naquilo que lhes é primordial: as relações pessoais.


Porém, a cultura organizacional não pode ser negligenciada. Investir em espaços que reflitam dinamismo e inovação, ainda que não obrigatória a presença física, significa transformá-los em ambientes de inspiração. Essa perspectiva fortalece o vínculo emocional dos colaboradores com a empresa, mesmo em contexto de trabalho maleável. A nova modalidade sugere que flexibilidade, inovação e confiança podem transformar o conceito de gestão imobiliária, tornando-a mais adaptada e condizente com os preceitos atuais e o futuro do trabalho.


João Teodoro da Silva

Presidente – Sistema Cofeci-Creci – 06/JUN/2026


62 comentários


emeevfg
13 de set.

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Costela Mathias
10 de ago.

Concordo que o corretor precisa ser um conector, não um controlador — a confiança muda completamente quando o cliente sente isso na prática. Tenho aplicado essa visão no meu dia a dia e os resultados aparecem, inclusive com ferramentas que facilitam essa conexão, como as que encontrei em https://hy-3d.com

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Nguyen Co
Nguyen Co
10 de ago.

Concordo que o corretor precisa ser um conector, não um controlador — a confiança nasce quando a gente ouve antes de oferecer. Tenho aplicado isso no meu dia a dia e os resultados aparecem, inclusive com o apoio de ferramentas que facilitam essa aproximação, como as que encontrei em https://hyper3d.site

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Castro Ricky
Castro Ricky
06 de ago.

O ponto sobre o escritório como espaço de conexão, e não de domínio, é exatamente o que separa um corretor de um consultor de confiança. Tenho aplicado essa mentalidade no meu dia a dia e os resultados aparecem na retenção de clientes — inclusive, encontrei um material que complementa bem essa visão, dá uma olhada depois. https://spheroz.com

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DEWAYNE ADRIANA
DEWAYNE ADRIANA
04 de ago.

O futuro da corretagem realmente passa por essa virada de chave: sair do controle para a conexão. Quando o escritório vira um ponto de encontro, a confiança deixa de ser discurso e vira prática — e é exatamente isso que o cliente percebe. Por falar em ferramentas que ajudam nessa nova cultura, eu tenho usado um recurso que facilita muito esse conta https://free-ai-photo.com

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