Sistema Cofeci Creci incentiva a inclusão digital do corretor com mais de 55 anos
- Silvia Celani
- 3 de nov. de 2020
- 3 min de leitura
Uso da tecnologia para realizar negócios no mercado imobiliário tornou-se vital durante a pandemia!

As empresas do setor imobiliário e os corretores de imóveis precisaram se adaptar aos diferentes desafios impostos pelo isolamento social devido ao Covid-19. Aa tecnologia tornou-se essencial para realizar negócios. Mesmo para aqueles que já nasceram e cresceram na era digital, o coronavírus trouxe aprendizados e oportunidades de melhoria. Mas a utilização da internet - dos programas e aplicativos - ainda é um tabu para o público acima dos 55 anos.
Segundo o IBGE, mais de 10,25 milhões de brasileiros têm de 55 a 59 anos e 32,86 milhões mais de 60 (16,2% da população do país). Entre os usuários do Facebook, 6% têm entre 55 e 64 anos e 4%, acima de 65 anos. No Instagram apenas 3% têm entre 55 e 64 anos e 2% mais de 65 anos.
“Nesta faixa, poucos estão preparados para mudanças, sobretudo quando a vida já está organizada e, aparentemente, estabilizada”, afirma Celso Pereira Raimundo, diretor de Tecnologia do Sistema Cofeci Creci. Reconhecer que é preciso abrir um espaço na agenda para estudar nem sempre é um passo fácil a ser dado. Para atender a necessidade deste público, o Sistema Cofeci Creci estará incentivando a inclusão digital dos Corretores de Imóveis com mais de 55 anos. Há no Brasil mais de 400 mil profissionais credenciados nos Crecis, sendo que 13,48% têm entre 55 e 60 anos e 24,67% têm mais de 65 anos.
Os Corretores de Imóveis passaram a adotar com mais intensidade os recursos digitais para vender e alugar imóveis, como a utilização de fotos profissionais nos anúncios em sites e portais (56%), o uso de vídeo conferência (51%) e as visitas aos imóveis por vídeo (47%). A tecnologia permite que, através da captura de imagens em 360° de imóveis e de projetos, os clientes possam observar todos os detalhes de um espaço, substituindo visitas presenciais. A prática caiu no gosto de 38% dos compradores e locatários (33%). O contrato digital também ganhou relevância, em especial para os compradores — 20% contra 8% de quem quer alugar.
Em pelo menos nove estados já é possível realizar a compra e venda de imóveis de forma 100% online: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Tocantins e Rio Grande do Norte.
Em 1992, a internet já ultrapassava a marca de 1 milhão de computadores conectados. No final da década de 90, o Brasil ocupava o 19º lugar em número de hosts no mundo e o 3º na América - ficando atrás somente dos Estados Unidos e Canadá. A tecnologia não parou mais de evoluir e chegamos ao ponto de nos tornarmos praticamente dependentes dela. Conforme a geração, as habilidades são mais ou menos desenvolvidas.
Para não ficar de fora deste novo contexto, surgiu a necessidade de atender a demanda das pessoas que querem e precisam aprender a lidar melhor com os smartphones, redes sociais, aplicativos e sites. Estudos científicos mostram que as crianças têm maior facilidade de aprendizagem. Nem por isso as pessoas mais velhas têm que abrir mão de algo novo.
Entre os 60 e 70 anos os adultos estão na fase em que compreendem melhor os cenários - vide a matéria neste link. Em contrapartida, têm mais dificuldade para assimilar novos conteúdos. Neste caso, o que fazer? Conexões! Mostrar a tecnologia sob os olhos do analógico, relacionar o algoritmo com um detetive, que segue cada passo do cliente e conhece o que é dado por ele.
Desta forma é possível aprender algo novo em todas as etapas da vida.

Interesting read on how digital inclusion is becoming more important for real estate professionals, especially for those over 55 adapting to online tools during the pandemic. It also makes me think about how much our free time has shifted toward apps and quick digital entertainment lately, like Geometry Dash Lite . Simple games like that are actually a nice way to relax for a few minutes after a busy day.