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O desafio da convivência com várias gerações

Atualizado: 4 de dez. de 2023

O presidente do Sistema Cofeci-Creci, João Teodoro, escreve sobre a importância de conhecer como as pessoas se comportam na vida pessoal e profissional para alavancar as vendas no mercado imobiliário!



Todo profissional de marketing sabe o valor da informação para alavancagem de qualquer tipo de negócio. No mercado imobiliário, não é diferente. Nesse contexto, conhecer como as pessoas se comportam na vida pessoal ou profissional, perante a sociedade ou segmento social, tornou-se crucial para qualquer empreendimento. Um tema que vem chamando muito a atenção dos especialistas do setor é a diversidade de comportamentos entre as várias gerações que atualmente convivem. Pelo menos quatro delas influenciam o mercado imobiliário.


É claro que tivemos muitas gerações anteriores às atuais conviventes. Entretanto as que nos interessam, pela ordem, da mais antiga à mais recente, são: Baby Boomers, X, Y e Z. Além destas já podemos considerar a novíssima geração Alfa. Cada uma delas foi denominada de acordo com a época a que se refere. Consideram-se Baby Boomers as pessoas nascidas entre 1945 e 1964. O nome reflete o período pós segunda guerra mundial. Jovens que voltavam do embate chegavam ávidos por constituir família, resultando em uma explosão de natalidade.


Os Baby Boomers têm hoje entre 55 e 76 anos. A letra X, nas ciências exatas, significa incógnita. Daí a definição da geração de mesmo nome. São pessoas entre 35 e 55 anos, crescidas no período da Guerra Fria. Incógnita era a possível extinção da humanidade pela eclosão de um conflito nuclear. A geração Y (entre 20 e 35 anos) chama-se Millennial (geração do milênio), porque é contemporânea da internet. Os da geração Z são Centennials ou Post Millennials, porque com estes se confundem. Nasceram a partir de 1995, com o celular na mão.


O período de cada geração, no passado, era uniforme. Alguns consideram 20, outros, 25 anos. Hoje, no entanto, o tempo geracional diminui quanto mais evolui a tecnologia. Isto porque o que interessa não é a idade, mas sim o comportamento das pessoas. Classificar as gerações pelo tempo é exercício de mera suposição. Pois bem! A Consultoria americana Conscore descobriu que, de janeiro de 2022 a maio de 2023, a geração Z somou no Brasil 21 milhões de usuários únicos nas redes sociais, tornando-se um dos principais alvos dos marqueteiros.


A pesquisa concluiu que 73% dos Z são cuidadosos ao gastar, e 81% não gostam de se endividar; 19% almejam o primeiro imóvel e o grau universitário; 10% querem o primeiro emprego, e o mesmo percentual deseja se casar; 13% sonham mudar de emprego, e 12% em independer-se dos pais; 73% são fieis a marcas de que gostam, e 66% amam o comércio eletrônico; 51% se declaram do sexo masculino, e 41% do feminino; 75% são solteiros, 17% em união estável, 7% casados, e 1% são separados. A geração Z é efervescente no atual mercado de consumo.


A era atual é dos Z. Mas os Millennials (Y) em muito a eles se assemelham e continuam sendo potenciais consumidores. A geração X, por sua vez, de perfil mais conservador, é concentrada no sucesso profissional e permanece, se possível, por toda a vida no mesmo emprego. Adaptáveis a mudanças, compatibilizam bem a vida profissional com a pessoal. Por isso são requisitados para cargos de gestão e liderança. No mesmo rastro, seguem os Baby Boomers. Administrar as relações pessoais e profissionais entre pessoas tão diferentes é nosso desafio!



Sobre João Teodoro: O paranaense João Teodoro da Silva iniciou a carreira de corretor de imóveis em 1972. Empresário no mercado da construção civil, graduado em Direito e Ciências Matemáticas. Foi presidente do Creci-PR por três mandatos consecutivos, do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná de 1984 a 1986, diretor da Federação do Comércio do Paraná e é presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis desde 2000.


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