Imóveis de luxo, um belo filão de mercado!

João Teodoro, presidente do Sistema Cofeci Creci, fala sobre este segmento operado por um restrito grupo de profissionais e empresas de intermediação imobiliária que, aproveitando as atuais circunstâncias econômicas brasileiras, estão faturando mais do que nunca!




[11/2021] Uma matéria recentemente publicada pelo G1 economia evidencia o que todos os bons players do mercado já sabiam: a venda de imóveis de luxo está “bombando” no Brasil. Trata-se de segmento operado por restrito grupo de profissionais e empresas de intermediação imobiliária que, aproveitando as atuais circunstâncias econômicas brasileiras, estão faturando mais do que nunca. Imóveis de valor de mercado acima de R$ 30 milhões estão atraindo compradores de várias partes do mundo, por conta da desvalorização cambial do Real.


Vender imóveis de alto luxo, porém, não é tarefa comum. É preciso especialização e investimentos em marketing direcionado. Alguns profissionais e imobiliárias brasileiros, além de se terem se tornado experts no assunto, investem bastante em propaganda fora do Brasil, em sites especializados. O momento é favorável porque nosso Real foi a moeda que mais se desvalorizou no ano de 2020. O fenômeno decorreu, principalmente, da necessidade de emissão de moeda e venda de títulos públicos, para minimizar os males da pandemia.


Um dos entrevistados pelo G1 afirma que, para os estrangeiros, os “imóveis de luxo no Brasil estão sendo vendidos a preço de banana. Eles preferem comprar 300 m² em Ipanema, com vista para o mar, do que 30 m² em Paris, que lhes sairia quase pelo mesmo preço”, explica. Um apartamento de R$ 50 milhões, uma fortuna para qualquer mortal brasileiro, pode ser comprado por algo em torno de nove milhões de Dólares norte-americanos, ou 7,7 milhões de Euros. Verdadeira pechincha para quem vem de fora e tem muito.


Quando se fala em compra por brasileiros, o fator colaborativo para essa situação é, ainda, apesar da elevação recente da taxa SELIC, a baixa remuneração paga pelos investimentos em ativos financeiros. Muita gente prefere investir na segurança do ativo imobiliário. Imóvel pode, sim, ter baixa liquidez na hora de vender. Mas só para quem tem pressa. Quem tem recursos sobrando (para investir) não se preocupa com rapidez de liquidação, mas com o resultado. E isso é inegável em qualquer boa aquisição imobiliária.


Sem qualquer menosprezo a outras regiões, cujas belezas naturais e condições para investimentos são dignas de todos os elogios, o local preferido dos estrangeiros ainda é a cidade do Rio de Janeiro. A capital fluminense, mundialmente conhecida como cidade maravilhosa, é também a que concentra o maior número de ofertas de imóveis de altíssimo luxo no Brasil. A região tem uma característica considerada única no país. Ela mistura prazer e investimento. “Estrangeiros chegam como turistas encantam-se e decidem ficar”, afirmam os especialistas.


Outro aspecto verificado nesse segmento é que clientes de alto padrão de consumo, com a pandemia, passaram a valorizar mais imóveis com muito conforto e áreas externas maiores. Enfim, trata-se de nicho que merece especial atenção dos profissionais e empresas do mercado imobiliário. Como requer especialização, demanda também elevado nível de educação geral e profissional. A quem se interesse, é altamente recomendável fluência em inglês e espanhol, além de bons conhecimentos sobre economia.




Sobre João Teodoro: Nascido na cidade de Sertanópolis, no Estado do Paraná, João Teodoro da Silva iniciou a carreira de corretor de imóveis em 1972. Ele é empresário no mercado da construção civil em Curitiba (PR). Graduado em Direito e Ciências Matemáticas, foi professor de Matemática, Física e Desenho na PUC/PR. É técnico em Edificações e em Processamento de Dados e possui diversos cursos de extensão universitária pela Fundação Getúlio Vargas. Foi presidente do Creci-PR por três mandatos consecutivos, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná de 1984 a 1986 e diretor da Federação do Comércio do Paraná. No Cofeci, atua desde 1991, quando passou a exercer o cargo de conselheiro federal, e é presidente desde 2000.