Integridade como princípio

O presidente do Sistema Cofeci Creci destaca como este termo, associado a ética e compliance, traduz o conceito da premiação do Selo Imóvel + Integridade!

[12/2021] Integridade é palavra derivada de integritate, do Latim. Etimologicamente, associa-se à ideia do que é intacto, sem defeito, sem mácula. Como sinônimos, registram-se, dentre outros, imparcialidade, isenção, justiça, dignidade, equidade, honestidade, lisura, lhaneza e seriedade. Na prática, significa qualidade de quem é íntegro, honesto e reto de caráter, completo, em termos de boas práticas. Pode ser usada também para designar quem se comporta bem do ponto de vista ético.

Ou seja, tem tudo a ver com os Conselhos de fiscalização profissional.


Ética é tema de estudos filosóficos de nosso colega argentino, Julio Farah, licenciado em Comunicação Social e autor do Manual de Ética para Corredores Inmobiliarios, 2015. Admirador de suas elucubrações, eu tive o prazer de traduzir recentemente, para o português, a primeira parte de um de seus escritos, Ética y Grieta – El Corretaje Inmobiliaria em los Países de la Grieta. Em breve, fálo-ei chegar a todos pelo Whatsapp. Ética é a essência institucional do Sistema Cofeci-Creci, cujo trabalho de fiscalização nela se baseia, fundamentalmente.


Mas há, ainda, uma terceira palavra, muito utilizada nos dias atuais, que tem tudo a ver com ética e integridade e, portanto, com a fiscalização profissional. Trata-se de compliance, do inglês, conformidade, em português. Essas três palavras estão intimamente relacionadas. A última significa estar de acordo com o que estabelecem as leis e as regras infralegais (decretos, resoluções, atos normativos, portarias, etc.). Esse também é o fundamento da ética, que tem sua base na moral social. Esta, por sua vez, tem influência sobre todo o arcabouço legal.


Pois bem! Na quarta, 15 de dezembro, eu participei da solenidade de premiação do Selo Imóvel + Integridade. Com o apoio organizacional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Controladoria Geral da União (CGU), que lançaram os dois primeiros Selos do gênero, mais o Ministério da Integração (MI) e a organização Alliance For Integrity, o CRECI 8ª Região/DF lançou o Selo Imóvel + Integridade, destinado ao mercado imobiliário. O evento foi realizado no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), prestigiado por muitas autoridades.


O Comitê de Avaliação para concessão do Selo contou com representantes da CGU, SEBRAE Nacional, Instituto Ethos, Caixa Econômica Federal, Ademi-DF, Secovi-DF, Anoreg-DF e DF Imóveis. Com validade por um ano (2022), o Selo poderá ser cassado em caso de desrespeito às suas exigências. Sua manutenção depende da continuidade das boas práticas por ele instituídas. Foram agraciadas, após passarem pelo crivo do Comitê, as seguintes imobiliárias: Know How, Thaís, Inove, Júlio Delamore e Paulo Duarte. Cumprimentos a todas!


Comunicado pelo Presidente Geraldo Nascimento sobre a criação do Selo, no início, fui cético. Não acreditei que fosse possível. Sua persistência, no entanto, associada aos apelos do Conselheiro Diego Gama fizeram-me mudar de ideia. O Selo Imóvel + Integridade é um importante instrumento de incentivo a boas práticas e à mitigação de fraudes, corrupção e condutas antiéticas, induzindo os aderentes a assumirem o aprimoramento constante da integridade. Parabéns ao CRECIDF! Oxalá outros CRECIs decidam aderir à ideia!



Sobre João Teodoro: Nascido na cidade de Sertanópolis, no Estado do Paraná, João Teodoro da Silva iniciou a carreira de corretor de imóveis em 1972. Ele é empresário no mercado da construção civil em Curitiba (PR). Graduado em Direito e Ciências Matemáticas, foi professor de Matemática, Física e Desenho na PUC/PR. É técnico em Edificações e em Processamento de Dados e possui diversos cursos de extensão universitária pela Fundação Getúlio Vargas. Foi presidente do Creci-PR por três mandatos consecutivos, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná de 1984 a 1986 e diretor da Federação do Comércio do Paraná. No Cofeci, atua desde 1991, quando passou a exercer o cargo de conselheiro federal, e é presidente desde 2000.