Como será o futuro do trabalho? E o trabalho do futuro?

Segundo Marcos Piangers, palestrante que encerrou o Saber Imobiliário, o mundo precisa de gente que saiba aprender, digerir e aplicar novidades – sobretudo em áreas onde a tecnologia não é capaz de substituir as habilidades humanas. Saiba mais neste artigo de João Teodoro, presidente do Sistema Cofeci Creci!



[05/2021] Apontado pela WGSN Brasil (World Global Style Network) como símbolo da sensibilidade que inspira o homem moderno, Marcos Piangers é autor do bestseller "O Papai é Pop" e um dos palestrantes melhor avaliados por três anos seguidos no maior evento de marketing digital da América Latina. Ele encerrou o Saber Imobiliário falando sobre as mudanças, tendências e transformações no trabalho do presente e nas próximas décadas.


Autor do best seller “O Papai é Pop” e “A Escola do Futuro”, Piangers começou sua apresentação falando da preocupação com a preparação de suas filhas para os desafios do futuro e do Projeto Back to Human, que entrevistou 600 pessoas em 6 países, de 30 diferentes áreas de atuação, a fim de entender a relação do homem com a máquina e seu brutal impacto na economia, na produtividade e na saúde mental. O relatório conclui que dormir bem e fazer exercícios são essenciais para a boa saúde, sem esquecer que, hoje, o mundo é tecnológico.


Jean Marc Cote, pintor francês, em 1989, já antevia o mundo tecnológico e conectivo de hoje: vídeo-chamadas, drones, robôs de limpeza, estímulos cerebrais eletromagnéticos que melhoram o desempenho de motoristas e atiradores. Piangers conta que em palestra na escola das filhas, ser estrela global com Fátima Bernardes, nada significou. As crianças queriam saber se ele tinha canal no YouTube, se conhecia a Quéfora (Youtuber). Elas sabiam mais do que ele. As novas gerações não assimilam o passado. São nativos digitais. Mas as velhas gerações ainda boicotam o futuro.


Há pessoas perdendo empregos porque não se atualizam, tornam-se ajudadores de robôs. Não podemos ser isso! Temos maravilhas, como computadores e celulares, mas usamos mal as redes sociais. Usamos aplicativos que, ao invés de nos ajudarem, nos deprimem. Esta geração é mais solitária, dorme pouco. Menos sono, mais tecnologia, menor sociabilidade, mais depressão, suicídios. Isso tem de mudar. Steve Jobs impedia os filhos de usar tecnologia. Bill Gates oferecia livros antes de computadores. Piangers estabelece hora para desligar tudo, ativar o relacionamento familiar e dormir.


Back to Human: em tempo de pandemia, 63% dos trabalhadores são engajados, mas 98% estão cansados, 44% esgotados. Experiências em andamento (98% aprovam): semana de quatro dias, 44% mais produtiva, 23% menos energia, trabalho remoto sem chefe, sem metas; salários iguais. Empregos: tecnológicos, 55%; habilidades emocionais, 24%; físicos e de baixa cognição, 15% menos. Alta procura por habilidades humanas, como inteligência emocional, foco, comunicação, criatividade, consciência coletiva. Pergunta: a escola nos preparou para isso?


O futuro é tecnologia, algoritmos, robótica, programação. O mundo precisa de gente que saiba aprender, digerir e aplicar novidades. É mais importante saber incutir empatia, pensamento crítico, conexão, trabalho em equipe, comunicação. Conhecimento técnico se adquire, habilidades sociais e humanas, não. Coisas novas estão acontecendo. Ex.: concreto auto curável, drones bombeiros, avanços biológicos, fazendas verticais, edifícios inteligentes. A previsão é: para 2025, planejamento estratégico; 2030, visão; 2050, disrupção.


Sete habilidades para lidar com o futuro: 1. Surpreender. Fazer o que as máquinas não fazem; 2. Utilidade. Capacidade de se transformar; 3. Originalidade, fazer diferente; 4. Negociação. (7% conteúdo; 38% adaptação, empatia; 55% linguagem corporal, apresentação, impostação vocal); 5. Resiliência; 6. Humor; 7. Motivação.


Piangers conclui com o gráfico japonês IKIGAI (razão de viver). Intersecção de quatro círculos. No centro, a palavra IKIGAI; nas intersecções internas, missão, vocação, profissão e paixão. Nas bordas, quatro perguntas: o que é bom para o mundo? O que você ama fazer? Em que você é bom? O que você faria se fosse pago?


Sobre João Teodoro:


Nascido na cidade de Sertanópolis, no Estado do Paraná, João Teodoro da Silva iniciou a carreira de corretor de imóveis em 1972. Ele é empresário no mercado da construção civil em Curitiba (PR). Graduado em Direito e Ciências Matemáticas, foi professor de Matemática, Física e Desenho na PUC/PR. É técnico em Edificações e em Processamento de Dados e possui diversos cursos de extensão universitária pela Fundação Getúlio Vargas. Foi presidente do Creci-PR por três mandatos consecutivos, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná de 1984 a 1986 e diretor da Federação do Comércio do Paraná. No Cofeci, atua desde 1991, quando passou a exercer o cargo de conselheiro federal, e é presidente desde 2000.