Mercado Imobiliário

Espera por aluguel atinge seis meses

O mercado imobiliário não dá sinais de arrefecimento. Exemplo disso é a falta de unidades para locação. Há um ano, o tempo médio de espera para encontrar um imóvel para alugar na região era de dois meses. Prazo que hoje chega a seis meses. As informações são do delegado regional do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis, Alvarino Lemes, e imobiliárias ouvidas pela equipe do Diário.

"Quase não tem imóvel na região. Quando um fica livre, já está comprometido. Fora que o custo está alto", diz Lemes. Uma unidade com 44m² chega a custar R$ 1.000. Os apartamentos com três dormitórios e vagas na garagem são os preferidos dos consumidores, logo os mais difíceis de encontrar. Neste caso, o locador desembolsa pelo menos R$ 2.000, quando encontra o imóvel.

Os apartamentos com dois dormitórios e uma vaga na garagem são os mais procurados e custam, em média, R$ 1.600. O valor médio já é o dobro do início do ano, quando pesquisa do Creci revelou que o preço pago por quem buscou o aluguel era de R$ 800.

A escassez de unidades e a alta demanda levam ao custo elevado. "Os preços estão muito altos. Muitas vezes um apartamento com dois quartos mais garagem não vale metade do valor que é pedido. Mas como o mercado está aquecido, com procura grande, o proprietário acaba alugando pelo valor solicitado", destaca o promotor de locações Carlos Pinheiro.

Embora mais salgada no bolso do consumidor, a valorização dessas unidades não acompanha os custos dos reajustes. É o que defende a gerente de marketing Elaine Fouto. "Não há mesa de negociações porque não tem imóvel. Se o cliente não quiser na hora, acaba ficando sem a unidade", frisa.

Levantamento feito pela empresa de Elaine aponta que 64% dos imóveis que estão vagos, na Capital, são alugados em até um mês. Desse total, 11% dos proprietários conseguiram locar suas unidades em apenas uma semana. Conseguir imóvel no bairro desejado também é missão quase impossível. Isso porque, geralmente, a maioria dos consumidores - 80% - não acha aluguel no bairro que queria. "A rapidez para alugar está aumentando e ocorre devido à falta de unidades", diz Elaine ao lembrar que o momento é propício para os locatários.

Na região, os índices são parecidos com os de São Paulo. Elaine destaca que a escassez de unidades é mais fortemente percebida em locais como Santo André do que na Capital. "De um dormitório você não encontra. E os com dois dormitórios também há dificuldades em se localizar", declara.

Imobiliárias estimam equilíbrio até dezembro

A corrida dos consumidores por imóveis de aluguel esbarra no obstáculo da falta de unidades - presenciada ao longo de todo o ano passado e no primeiro semestre deste ano. A expectativa é que até o fim do ano haja equilíbrio entre a oferta a demanda. Pelo menos, é a aposta das imobiliárias consultadas pela equipe do Diário.

Exemplo de equilíbrio na balança de interesses é que começam a ser entregues aos seus compradores os imóveis que foram lançados há dois ou três anos. A corretora Daniela Toledo Tinini ressalta ainda que estão previstos lançamentos a partir do segundo semestre na maior parte da região.

 

 

"Haverá equilíbrio entre oferta e procura. Isso porque, mesmo que os apartamentos ou casas sejam usados para moradia, o proprietário geralmente aluga o que morava. Não deixa parado porque é uma fonte de investimentos", afirma. Ela explica que, por enquanto, o problema da escassez de casas e apartamentos para alugar respinga por todo o Grande ABC.

Argumento reforçado pelo promotor de locações Carlos Pinheiro. "No momento eu não tenho nada para alugar de dois quartos com garagens, o mais procurado. Mas isso vai melhorar porque houve essa demanda forte durante todo o ano passado. Haverá um equilíbrio até o fim do ano", prevê o promotor.

Uma funcionária de outra imobiliária ainda ressalta que os preços estão em quedas, mesmo que tímidas. Há dois meses, chegou a alugar casa de dois dormitórios por R$ 1.500. Hoje já é possível encontrar o mesmo tipo de unidade por cerca de R$ 1.000, destaca o consultor.

 

fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5890767/espera-por-aluguel-atinge-seis-meses.aspx

 

O mercado imobiliário não dá sinais de arrefecimento. Exemplo disso é a falta de unidades para locação. Há um ano, o tempo médio de espera para encontrar um imóvel para alugar na região era de dois meses. Prazo que hoje chega a seis meses. As informações são do delegado regional do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis, Alvarino Lemes, e imobiliárias ouvidas pela equipe do Diário.

"Quase não tem imóvel na região. Quando um fica livre, já está comprometido. Fora que o custo está alto", diz Lemes. Uma unidade com 44m² chega a custar R$ 1.000. Os apartamentos com três dormitórios e vagas na garagem são os preferidos dos consumidores, logo os mais difíceis de encontrar. Neste caso, o locador desembolsa pelo menos R$ 2.000, quando encontra o imóvel.

Os apartamentos com dois dormitórios e uma vaga na garagem são os mais procurados e custam, em média, R$ 1.600. O valor médio já é o dobro do início do ano, quando pesquisa do Creci revelou que o preço pago por quem buscou o aluguel era de R$ 800.

A escassez de unidades e a alta demanda levam ao custo elevado. "Os preços estão muito altos. Muitas vezes um apartamento com dois quartos mais garagem não vale metade do valor que é pedido. Mas como o mercado está aquecido, com procura grande, o proprietário acaba alugando pelo valor solicitado", destaca o promotor de locações Carlos Pinheiro.

Embora mais salgada no bolso do consumidor, a valorização dessas unidades não acompanha os custos dos reajustes. É o que defende a gerente de marketing Elaine Fouto. "Não há mesa de negociações porque não tem imóvel. Se o cliente não quiser na hora, acaba ficando sem a unidade", frisa.

Levantamento feito pela empresa de Elaine aponta que 64% dos imóveis que estão vagos, na Capital, são alugados em até um mês. Desse total, 11% dos proprietários conseguiram locar suas unidades em apenas uma semana. Conseguir imóvel no bairro desejado também é missão quase impossível. Isso porque, geralmente, a maioria dos consumidores - 80% - não acha aluguel no bairro que queria. "A rapidez para alugar está aumentando e ocorre devido à falta de unidades", diz Elaine ao lembrar que o momento é propício para os locatários.

Na região, os índices são parecidos com os de São Paulo. Elaine destaca que a escassez de unidades é mais fortemente percebida em locais como Santo André do que na Capital. "De um dormitório você não encontra. E os com dois dormitórios também há dificuldades em se localizar", declara.

Imobiliárias estimam equilíbrio até dezembro

A corrida dos consumidores por imóveis de aluguel esbarra no obstáculo da falta de unidades - presenciada ao longo de todo o ano passado e no primeiro semestre deste ano. A expectativa é que até o fim do ano haja equilíbrio entre a oferta a demanda. Pelo menos, é a aposta das imobiliárias consultadas pela equipe do Diário.

Exemplo de equilíbrio na balança de interesses é que começam a ser entregues aos seus compradores os imóveis que foram lançados há dois ou três anos. A corretora Daniela Toledo Tinini ressalta ainda que estão previstos lançamentos a partir do segundo semestre na maior parte da região.

"Haverá equilíbrio entre oferta e procura. Isso porque, mesmo que os apartamentos ou casas sejam usados para moradia, o proprietário geralmente aluga o que morava. Não deixa parado porque é uma fonte de investimentos", afirma. Ela explica que, por enquanto, o problema da escassez de casas e apartamentos para alugar respinga por todo o Grande ABC.

Argumento reforçado pelo promotor de locações Carlos Pinheiro. "No momento eu não tenho nada para alugar de dois quartos com garagens, o mais procurado. Mas isso vai melhorar porque houve essa demanda forte durante todo o ano passado. Haverá um equilíbrio até o fim do ano", prevê o promotor.

Uma funcionária de outra imobiliária ainda ressalta que os preços estão em quedas, mesmo que tímidas. Há dois meses, chegou a alugar casa de dois dormitórios por R$ 1.500. Hoje já é possível encontrar o mesmo tipo de unidade por cerca de R$ 1.000, destaca o consultor.

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