Mercado Imobiliário

Venda de imóvel novo mais que dobra entre janeiro e fevereiro

Mercado ImobiliárioAs vendas de casas e apartamentos novos na cidade de São Paulo mais do que dobraram entre janeiro e fevereiro deste ano. Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Secovi-SP (sindicato da habitação) mostrou que foram comercializadas 1.869 unidades no segundo mês do ano, contra 830 de janeiro (alta de 125% de um mês a outro).


Para o sindicato, é comum as vendas serem mais fracas em janeiro com retomada no mês seguinte. Em relação a fevereiro de 2010, o cenário é de desaceleração: houve queda de 34,6% em relação aos 2.858 imóveis novos comercializados um ano antes.

Mais de 8 em cada 10 unidades vendidas foram negociadas na fase de lançamento dos empreendimentos. O levantamento mostrou que 1.614 unidades (ou 86,4% do total) saíram nos seis primeiros meses após o lançamento oficial.

Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, explica que este período compreende o momento de maior esforço para promoção e comercialização do produto. Os primeiros seis meses a partir do lançamento caracterizam-se por campanhas em jornais, divulgação em mídia eletrônica (TV e rádio) e nos estandes de vendas.

Quase a metade de todos os imóveis negociados tinha dois dormitórios. Foram 777 unidades (ou 41,6%). Os de três quartos tiveram 603 (ou 32,3%).

Os maiores sucessos na venda de dois dormitórios ocorreram em bairros das zonas sul (Morumbi, Cupecê) e leste (Brás, Cangaíba) e na região central da cidade. Os valores médios foram de até R$ 180 mil ou na faixa entre R$ 240 mil a R$ 370 mil.

No segmento de três dormitórios, a zona sul prevaleceu. Os valores médios das unidades com melhores resultados atingiram uma faixa de R$ 250 mil até R$ 500 mil.

Considerando todos os 39 municípios da Grande São Paulo, as vendas chegaram a 3.728 unidades. O aumento foi de 47,1% sobre os 2.535 imóveis comercializados em janeiro. Em um ano, houve queda de 31,7%: em fevereiro de 2010, saíram 5.459 unidades.

Só a cidade de SP concentrou metade (50,1%) de tudo o que foi vendido na região metropolitana. Ainda assim, o Secovi-SP diz que o movimento do setor habitacional é de migração das regiões centrais para a periferia. Em 2005, SP tinha 70% das vendas, mas perdeu espaço para cidades vizinhas devido à falta de terrenos para novos empreendimentos.

Para Petrucci, ainda é cedo para afirmar que esse desaquecimento do mercado vai afetar todo o desempenho do setor ao longo do ano. Isso porque, se considerados somente os lançamentos dos dois primeiros meses, o mercado ainda mostra avanço.

A Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) diz que o número de lançamentos cresceu no período. Em janeiro e fevereiro foram 3.503 unidades residenciais, contra 2.234 moradias de um ano antes.

- Em março, além de se perceber a influência do período de Carnaval, os resultados poderão não mostrar a desenvoltura dos anos anteriores. Ainda há demanda por causa da ascensão das classes populares.

 

 

fonte: http://clipimobiliario.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10661:venda-de-imovel-novo-mais-que-dobra-entre-janeiro-e-fevereiro&catid=34:mercado&Itemid=101

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